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Polícia Federal deflagra Operação Comércio Maldito contra rede de abuso sexual infantil no Ceará

2 min de leituraPor Paulo Henrique
Polícia Federal deflagra Operação Comércio Maldito contra rede de abuso sexual infantil no Ceará

FORTALEZA — A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira, a Operação Comércio Maldito. O objetivo principal da ação é proteger vítimas e interromper uma rede criminosa voltada ao armazenamento, compartilhamento e comercialização de arquivos com conteúdo de exploração e abuso sexual infantojuvenil na internet.

Durante a ofensiva, os agentes federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão expedPF deflagra Operação Comércio Maldito contra rede de abuso sexual infantil no Ceará

Ação cumpriu mandados de busca e apreensão em Fortaleza e Aracoiaba para reprimir o armazenamento, compartilhamento e a venda de conteúdos ilícitos na internet.

FORTALEZA — A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Comércio Maldito, com o objetivo de reprimir os crimes de armazenamento, compartilhamento e comercialização de arquivos com conteúdo de abuso sexual infantojuvenil na internet. Durante as diligências, equipes policiais apreenderam computadores, celulares e mídias digitais que passarão por perícia técnica.

Na ação, os agentes deram cumprimento a dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. As ordens judiciais foram executadas no bairro Aracapé, localizado na Zona Norte de Fortaleza, e no município de Aracoiaba, no interior do estado do Ceará.

As investigações tiveram início a partir de relatórios e denúncias internacionais repassados à Polícia Federal pelo Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC, na sigla em inglês), uma organização não governamental norte-americana que atua globalmente no combate à exploração infantil online.

Todo o material apreendido foi encaminhado à sede da Polícia Federal para análise pericial. O objetivo dos peritos e investigadores é identificar os autores dos materiais, mapear possíveis compradores e verificar se há outras vítimas envolvidas na rede criminosa.

Os suspeitos investidos nas investigações poderão responder, na medida de suas participações, pelos crimes de armazenamento, distribuição e comercialização de material de abuso sexual infantojuvenil, cujas penas somadas podem ultrapassar 10 anos de reclusão, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).