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Relato de Negligência e Violência Obstétrica em São Gonçalo do Amarante Gera Indignação e Desespero

2 min de leituraPor Paulo Henrique

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Relato de Negligência e Violência Obstétrica em São Gonçalo do Amarante Gera Indignação e Desespero

SÃO GONÇALO DO AMARANTE (CE) — O relato dramático de uma recém-mãe sobre a assistência recebida no sistema público de saúde de São Gonçalo do Amarante expõe falhas graves no atendimento obstétrico do município. O que deveria ser o momento de celebração do nascimento de uma criança transformou-se em uma rotina de sofrimento, dor e internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Com apenas 13 dias de resguardo, a paciente encontra-se internada e debilitada por complicações pós-parto, enquanto a filha recém-nascida permanece sob cuidados intensivos após sofrer fratura e lesões no braço durante o parto.

Lesões no RN e Complicações Maternas

Segundo o depoimento da mãe, o procedimento gerou sequelas físicas e emocionais profundas para ambas:

Separação Próxima ao Parto: O estado de saúde do bebê e as complicações maternas impediram o contato pele a pele, a amamentação na primeira hora de vida e os primeiros cuidados maternos no período neonatal.

Lesões Neonatais: A recém-nascida foi diagnosticada com fratura em um dos braços e trauma no outro membro superior, lesões associadas a intercorrências no momento da extração fetal.

Hemorragia e Internação na UTI: A mãe permanece em leito hospitalar apresentando sangramento ativo e impossibilitada de cumprir o repouso do puerpério em ambiente domiciliar.

"Era para eu estar em casa curtindo a maternidade, mas estou sangrando por conta de uma negligência. Minha filha está na UTI com o braço quebrado, e eu nem sequer pude amamentá-la ou beijá-la."

Denúncia de Violência Obstétrica e Cobrança de Gestores

A denunciante classifica a conduta da equipe médica como violência obstétrica e aponta desumanização no tratamento prestado aos pacientes da rede municipal.

O caso gera questionamentos diretos à gestão pública local, comandada pelo prefeito Marcelo Teles (conhecido como "Professor Marcelão"), sobre:

1. Fiscalização Profissional: Os critérios de contratação, capacitação e monitoramento da conduta médica nas maternidades do município.

2. Apuramento do Caso: A abertura de sindicância ou processo administrativo para apurar a responsabilidade da equipe responsável pelo parto.

3. Suporte às Vítimas: O acompanhamento psicológico, médico e assistencial oferecido à mãe e à recém-nascida atingidas pelo evento adverso.

A desassistência relatada e o medo de buscar atendimento nas unidades de saúde de São Gonçalo do Amarante reacendem o debate sobre a segurança do paciente e o direito a um parto humanizado e seguro no SUS.

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