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Bate-boca e troca de acusações marcam sessão do STF entre Alexandre de Moraes e André Mendonça

2 min de leituraPor Paulo Henrique

Sessão plenária destinada a avaliar nulidades e investigações no âmbito do "Caso Master" expõe fratura inédita no Supremo Tribunal Federal.

Bate-boca e troca de acusações marcam sessão do STF entre Alexandre de Moraes e André Mendonça

BRASÍLIA — O clima no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu seu ponto de maior tensão no julgamento sobre a validade das apurações do chamado "Caso Master". Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça protagonizaram um duro bate-boca durante a sessão conduzida pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin. 

A divergência entre os dois magistrados teve início a partir dos desdobramentos de um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF), encaminhado por Mendonça, que citava conversas e conexões envolvendo o nome de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

As acusações no Plenário

Durante os debates jurídicos para definir a legalidade dos atos processuais e das requisições de investigação:

Defesa de Alexandre de Moraes: O ministro classificou a condução das apurações promovidas por Mendonça como uma "farsa incriminatória", sustentando que o colega agiu de forma ilegal e sem competência ao determinar atos ostensivos de investigação contra um membro da própria Corte. Moraes argumentou que o relatório era "nulo e imprestável" e que as ilações buscavam atingir sua imagem com contornos político-eleitorais. 

Posição de André Mendonça: O ministro rebateu as críticas afirmando ter cumprido estritamente o Regimento Interno do STF e seu dever de ofício ao identificar elementos encaminhados pelos investigadores. Mendonça sustentou que não buscou acusar nenhum colega, mas sim submeter os fatos apurados e os questionamentos de integridade ao conhecimento da Presidência e da Procuradoria-Geral da República (PGR) para garantir a transparência do processo. 

Intervenção da Presidência

Diante da elevação do tom e das interrupções diretas entre os magistrados, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, interveio para solicitar serenidade e restabelecer a ordem na sessão. Fachin relembrou aos pares que o objeto da sessão limitava-se a "julgar fatos e questões jurídicas, e não pessoas", apelando pela manutenção da urbanidade no debate colegiado. 

O julgamento segue em andamento no plenário do Supremo Tribunal Federal para definir a validade das provas colhidas e o prosseguimento das apurações.

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